Uma mulher misteriosa, Valentina conspirou seu próprio roteiro, entrelaçando seu destino ao ambicioso bilionário Jorge Lima. Atrás de um casamento dourado, porém vazio de afecto, ela acreditava que encontrar seu lugar ao sol seria apenas uma questão de resistir às tentações que cercavam Jorge. No entanto, o curso de dois anos revelou uma realidade gelada. Valentina caiu na dura verdade de que Jorge, além de não abandonar suas aventuras casuais, ainda mantinha uma amante dissimulada à margem da vida deles. Jorge, por sua vez, preferiu uma farsa matrimonial a revelar qualquer segredo sobre sua amante escondida! Perdida neste feroz emaranhado de amor e ódio, a chama de Valentina por Jorge começou a se extinguir, ao mesmo tempo em que a repulsa dele por ela crescía até se tornar insuportável. Mas o destino reservava mais uma reviravolta: quando Valentina se uniu ao tio de Jorge, ele ficou acordado toda a noite, com os olhos vermelhos e inchados pelo tabaco, suplicando: "Valentina, não me abandones..." Esta é uma história arrebatadora de paixão, traição e redenção, traçando as sombras da humanidade sob as batalhas de poder, riqueza e emoções. Uma trama que conta como Valentina, em sua busca por liberdade e superação, pode desvendar o nó emocional com Jorge que a amarra. Uma história cativante que aguarda a sua descoberta.

Capítulo 1Quando recebeu a notícia de que Jorge Lima estava ficando com uma mulher, Valentina Serpa estava cuidando de um processo de divórcio.A cliente era uma mulher que havia trago uma pilha de fotos de seu marido traindo e queria processá-lo para se separar, exigindo que ele saísse sem nada."Sra. Barbosa, a traição não é um motivo legal para o divórcio." - disse Valentina com indiferença: "Se não houver nenhuma outra falha grave e seu marido não quiser se separar, as chances de a senhora perder o caso são altas."Ela encerrou a conversa em cinco minutos e dirigiu até o hotel.Jorge abriu a porta.A toalha branca solta estava amarrada em volta de sua cintura firme, revelando parte de seu abdômen definido. Gotas de água pingavam dos fios negros de seu cabelo, deslizando pelo contorno perfeito de seu queixo antes de cair friamente na mão de Valentina.Seu olhar era indiferente.Valentina tirou um maço de envelopes de sua bolsa: "Aqui estão as fotos de você entrando no hotel com essa mulher. Você tem duas opções: mandá-la embora ou eu darei as fotos para o vovô."Os olhos de Jorge não demonstraram nenhuma reação. Ele a olhava como se estivesse diante de uma estranha.Ele fez um gesto para a mulher dentro da sala: "Saia."A mulher foi repentinamente expulsa, mas em vez de ficar com raiva, ela sorriu docemente e disse : "Até logo" antes de sair.A alça vermelha do suéter escorregou pelo ombro, revelando suaves marcas de chupões. Seu rosto delicado exibia um sorriso sedutor, exalando sensualidade.Em contraste, Valentina estava usando uma camisa impecável e uma saia preta sóbria.A mulher olhou para Valentina por dois segundos. Seu sorriso diminuiu, mas no fundo ela estava impressionada. Aquele rosto frio e distante tinha um par de olhos brilhantes e profundos, como se estivessem carregando um rio cristalino, capaz de hipnotizar qualquer pessoa.Quando a mulher se afastou, Valentina, impassível, entregou as fotos a Jorge: "Seu gosto muda rapidamente. No mês passado, você não era fã de garotinhas bonitinhas?"Jorge arqueou a sobrancelha quase imperceptivelmente, sem demonstrar nenhuma emoção. Só depois de um tempo ele respondeu com indiferença: "O que você quer dessa vez?"Valentina baixou os olhos, pensou por um momento e disse: "Eu quero outro negócio no centro.""Certo."Ele concordou sem hesitar, mas ao mesmo tempo fez um gesto com o dedo para que ela se aproximasse.Ela entendeu o que isso significava e permaneceu imóvel.Jorge lhe lançou um olhar preguiçoso: "Não me diga que você acha que algumas fotos valem dezenas de milhões."No centro da cidade, cada metro quadrado era disputado intensamente.Ele sabia que ela tinha um grande apetite. Algumas unidades de milhões em um pequeno estabelecimento não a interessariam.Valentina respondeu calmamente: "Eu tenho cópias das fotos."A frieza em seu olhar vacilou por um segundo: "Está armando uma cilada para mim?"Ela não confirmou nem negou. Seus olhos brilhantes olhavam diretamente para ele.No momento em que Jorge a puxou para dentro do quarto, Valentina foi empurrada contra a parede fria do hotel. Sua cintura fina, que cabia em uma das mãos, foi segurada com firmeza por ele.Ela o olhou com desdém de forma preguiçosa.Jorge sempre carregava um frio natural em seu corpo. Mesmo nessa situação, sua atitude permaneceu distante e indiferente.Mas suas mãos eram hábeis, com seus dedos ágeis, alternando ritmos com precisão.Afinal de contas, não era à toa que ele era chamado de estrela da cirurgia no Hospital Centro Nova.Durante todo o processo, Valentina se sentiu confortável e satisfeita. Quando tudo terminou, Jorge notou o leve rubor nos cantos dos olhos dela.Ela estava sentada na beirada da cama, com a camisa branca ligeiramente aberta. Sua saia preta ainda estava caída no chão, onde suas pernas lisas e cruzadas mostravam as marcas vermelhas deixadas pelos dedos dele, trazendo uma beleza quase cruel.O fogo que havia se apagado dentro de Jorge se acendeu novamente por um momento.Ele perguntou: "Você está desconfortável?"Valentina balançou a cabeça e respondeu calmamente: "Não."Enquanto falava, ele terminou de vestir a camisa e a calça, mantendo uma expressão indiferente: "Você não se saiu muito bem hoje."Valentina andou descalça pelo carpete, cambaleando por um segundo quando se abaixou para pegar o vestido preto do chão. Em seguida, olhou para ele, esperando que ele continuasse.Jorge deu um leve puxão em sua gravata: "Quando você subiu na minha cama para se juntar à Família Lima, você estava mais entusiasmado. E sua técnica também era melhor."Sua voz não tinha emoção, como se ele estivesse avaliando um almoço sem graça.Havia um distanciamento frio em seu olhar, tornando-o ainda mais inacessível.Valentina fechou o zíper do vestido. O vestido justo e a camiseta bem ajustada envolviam seu corpo de forma sóbria, quase austera, como se a mulher que havia se rendido ao desejo momentos atrás fosse outra.Ela disse calmamente: "Você mesmo disse que eu queria entrar para a Família Lima. Era natural que eu me esforçasse mais. Quem continua estudando depois de passar no exame?"Juntando-se à Família Lima.E não… se casando com ele.Os longos dedos de Jorge hesitaram por um momento enquanto ele apertava a gravata. Ele se virou, olhando para ela com repulsa e desdém: "Evite esse tipo de coisa. Não se iluda pensando que é a Sra. Lima.""Depende do meu humor."Ela abotoou o colarinho, com os lábios vermelhos se movendo suavemente, sem a menor intenção de obedecer.Com um estrondo, a porta se fechou atrás de Jorge.No caminho de volta ao escritório, Valentina lembrou-se de que estava em seu período fértil. Sem hesitar, ela virou o volante e dirigiu até o Hospital Centro.Depois de tomar a pílula do dia seguinte, ela foi até a copa para tomar um café. Enquanto enchia o copo, ouviu duas enfermeiras fofocando: "Ontem eu vi uma mulher bonita entrando no carro do Dr. Lima!""E o que há de tão bom nisso? Com aquela família e aquele corpo, ele deve ter uma fila de mulheres querendo ir para a cama dele. Seria estranho se ninguém tentasse!""Mas dessa vez foi diferente." - A voz da outra mulher ficou mais baixa: "Dizem que ela é uma paciente do hospital. Ela foi operada de apendicite e o próprio Dr. Lima a operou. Depois disso, ele cuidou dela pessoalmente e até a levou para casa."Valentina permaneceu imóvel em frente à cafeteira, sem demonstrar nenhuma reação.Até que sentiu o calor intenso em sua pele.Ele olhou para baixo. A xícara estava transbordando, e o café fervente escorria, queimando seus dedos delicados e formando uma bolha.As duas enfermeiras saíram da copa e, ao vê-la ali, imediatamente se calaram e saíram correndo.Depois de pegar seu café, Valentina sentou-se em um dos bancos do corredor, lembrando-se da mulher com quem Jorge havia se hospedado no hotel.Os beijos em seus ombros foram superficiais, e ela saiu sem hesitar. Tudo havia acontecido naturalmente, como se fosse apenas um jogo.Parecia uma cortina de fumaça plantada de propósito por Jorge.Depois de alguns minutos, Valentina pegou o elevador até o terceiro andar, onde ficava a ala cirúrgica.No posto de enfermagem, ela encontrou as mesmas enfermeiras de antes."O Dr. Lima está na sala de cirurgia. Ele deve sair em uma hora ou mais. Se for urgente, você pode marcar uma consulta com outro médico."Valentina respondeu friamente: "Isso não é necessário. Eu espero."Seu tom era familiar e confortável, o que fez com que as enfermeiras a observassem com mais atenção.Seu olhar era frio e sereno, mas sua beleza era hipnotizante.Mais do que uma paciente, ela parecia alguém que tinha vindo especificamente para Jorge.Por um momento, uma das enfermeiras notou uma marca avermelhada sob o colarinho de Valentina e, sem pensar, abriu a boca: "Você e o Dr. Lima..."Valentina olhou friamente para a enfermeira, e sua simples presença impunha respeito. As palavras que ela estava prestes a dizer ficaram presas em sua garganta, e ela logo desistiu.A cirurgia de Jorge teve complicações no meio do procedimento, com o paciente tendo uma hemorragia inesperada. Foi só ao anoitecer que ele finalmente conseguiu terminar tudo com sucesso.Valentina estava elegantemente encostada na parede do corredor quando o viu sair da sala de cirurgia.Seu jaleco estava manchado de sangue e seus olhos escuros, escondidos atrás da máscara, mostravam um instante de cansaço.Ela olhou para ele por muito tempo, o que o fez notar seu olhar. Quando ele levantou os olhos para olhá-la, seu olhar estava mais gelado do que nunca."Por que você está aqui?"A voz de Jorge era neutra, mas seu olhar era frio.Valentina percebeu que ele estava de mau humor.Perfeito para provocar.Em seguida, ela sacudiu deliberadamente o pacote de anticoncepcionais em sua mão: "Vim pegar um remédio e ver você."Os olhos de Jorge passaram rapidamente sobre as pílulas, e seu olhar ficou ainda mais frio.A atmosfera entre os dois, juntamente com sua beleza óbvia, atraiu a atenção imediata no corredor. O ar ao redor deles estava carregado de tensão e algo mais... difícil de definir."Espere por mim em meu escritório."Quando Jorge voltou, já sem suas roupas de cirurgia, encontrou Valentina engolindo a pílula com um gole de água."Eu lhe disse para não vir me procurar no hospital."Ele se aproximou, ainda usando a máscara, e sua voz soou indiferente. Valentina olhou para cima e encontrou seu olhar distante e desaprovador.O olhar dela deslizou pelos ombros largos dele, alheia à sua frieza. Ela apenas pensou por um momento e disse: "Eu só vim comprar o remédio, mas comecei a me sentir mal e decidi procurar você.""Onde está se sentindo mal?""Aqui." - Valentina colocou a mão no abdômen: "Está doendo muito."Jorge olhou para a área e disse, sem pressa: "Sou cirurgião. Você deve consultar um ginecologista para isso.""O médico que está de plantão hoje é um homem. Não me senti confortável em consultá-lo."Valentina ergueu os olhos e o encarou sem pestanejar: "Além disso, você conhece meu corpo. Eu me sinto mais segura contigo."Jorge olhou para ela e apontou para a maca ao seu lado: "Deite-se ali. Vou examiná-la."Valentina obedeceu sem hesitar. Deitada, ela observou atentamente cada movimento dele.Quando ele estava concentrado em seu trabalho, seu olhar parecia menos frio do que o normal. Seus toques eram mais suaves do que quando estavam fazendo amor.Vestido com seu jaleco branco, Jorge parecia intocável, quase sagrado. Ao se lembrar do que havia acontecido algumas horas antes, Valentina teve uma estranha sensação de irrealidade."Passe este medicamento por dois dias e tenha cuidado nos próximos dias."Valentina lhe deu um olhar significativo.Jorge não demonstrou nenhuma reação. Ele apenas tirou as luvas e lhe entregou a receita.Ela olhou para cima e arqueou ligeiramente as sobrancelhas: "Pomada para queimaduras?"Jorge olhou para os dedos dela, onde havia uma bolha causada pela queimadura.O formigamento em seus dedos a fez sentir-se estranhamente quente. Depois que ele tirou o casaco, ela perguntou: "Vamos jantar juntos?"Ele fez uma pausa enquanto pendurava as roupas e a olhou atentamente.Valentina mexeu sutilmente os dedos e disse em um tom casual: "Nossa última refeição juntos foi há seis meses."Jorge não respondeu imediatamente. Mas então, com um único passo, ele se aproximou dela.Sem seu jaleco de laboratório, vestido com um terno impecável, ele não parecia mais o médico respeitável que costumava ser. Naquele momento ele exalava uma presença intensa e dominadora.O ar ao seu redor parecia pesado. Ela sentiu sua respiração falhar por um momento."Você se importa com esse tipo de coisa?"Sua voz era calma, como se ele estivesse falando sobre algo trivial.Valentina deu um passo para trás, com sua expressão permaneceu inalterada: "Só pensei em aproveitar a ocasião."Quando um leve aroma do perfume masculino dele chegou ao seu nariz, ela franziu ligeiramente a testa.Jorge olhou para ela mais uma vez sem dizer nada. Em seguida, ele simplesmente deu as costas e saiu.Capítulo 2Quando recebeu a notícia de que Jorge Lima estava ficando com uma mulher, Valentina Serpa estava cuidando de um processo de divórcio.A cliente era uma mulher que havia trago uma pilha de fotos de seu marido traindo e queria processá-lo para se separar, exigindo que ele saísse sem nada."Sra. Barbosa, a traição não é um motivo legal para o divórcio." - disse Valentina com indiferença: "Se não houver nenhuma outra falha grave e seu marido não quiser se separar, as chances de a senhora perder o caso são altas."Ela encerrou a conversa em cinco minutos e dirigiu até o hotel.Jorge abriu a porta.A toalha branca solta estava amarrada em volta de sua cintura firme, revelando parte de seu abdômen definido. Gotas de água pingavam dos fios negros de seu cabelo, deslizando pelo contorno perfeito de seu queixo antes de cair friamente na mão de Valentina.Seu olhar era indiferente.Valentina tirou um maço de envelopes de sua bolsa: "Aqui estão as fotos de você entrando no hotel com essa mulher. Você tem duas opções: mandá-la embora ou eu darei as fotos para o vovô."Os olhos de Jorge não demonstraram nenhuma reação. Ele a olhava como se estivesse diante de uma estranha.Ele fez um gesto para a mulher dentro da sala: "Saia."A mulher foi repentinamente expulsa, mas em vez de ficar com raiva, ela sorriu docemente e disse : "Até logo" antes de sair.A alça vermelha do suéter escorregou pelo ombro, revelando suaves marcas de chupões. Seu rosto delicado exibia um sorriso sedutor, exalando sensualidade.Em contraste, Valentina estava usando uma camisa impecável e uma saia preta sóbria.A mulher olhou para Valentina por dois segundos. Seu sorriso diminuiu, mas no fundo ela estava impressionada. Aquele rosto frio e distante tinha um par de olhos brilhantes e profundos, como se estivessem carregando um rio cristalino, capaz de hipnotizar qualquer pessoa.Quando a mulher se afastou, Valentina, impassível, entregou as fotos a Jorge: "Seu gosto muda rapidamente. No mês passado, você não era fã de garotinhas bonitinhas?"Jorge arqueou a sobrancelha quase imperceptivelmente, sem demonstrar nenhuma emoção. Só depois de um tempo ele respondeu com indiferença: "O que você quer dessa vez?"Valentina baixou os olhos, pensou por um momento e disse: "Eu quero outro negócio no centro.""Certo."Ele concordou sem hesitar, mas ao mesmo tempo fez um gesto com o dedo para que ela se aproximasse.Ela entendeu o que isso significava e permaneceu imóvel.Jorge lhe lançou um olhar preguiçoso: "Não me diga que você acha que algumas fotos valem dezenas de milhões."No centro da cidade, cada metro quadrado era disputado intensamente.Ele sabia que ela tinha um grande apetite. Algumas unidades de milhões em um pequeno estabelecimento não a interessariam.Valentina respondeu calmamente: "Eu tenho cópias das fotos."A frieza em seu olhar vacilou por um segundo: "Está armando uma cilada para mim?"Ela não confirmou nem negou. Seus olhos brilhantes olhavam diretamente para ele.No momento em que Jorge a puxou para dentro do quarto, Valentina foi empurrada contra a parede fria do hotel. Sua cintura fina, que cabia em uma das mãos, foi segurada com firmeza por ele.Ela o olhou com desdém de forma preguiçosa.Jorge sempre carregava um frio natural em seu corpo. Mesmo nessa situação, sua atitude permaneceu distante e indiferente.Mas suas mãos eram hábeis, com seus dedos ágeis, alternando ritmos com precisão.Afinal de contas, não era à toa que ele era chamado de estrela da cirurgia no Hospital Centro Nova.Durante todo o processo, Valentina se sentiu confortável e satisfeita. Quando tudo terminou, Jorge notou o leve rubor nos cantos dos olhos dela.Ela estava sentada na beirada da cama, com a camisa branca ligeiramente aberta. Sua saia preta ainda estava caída no chão, onde suas pernas lisas e cruzadas mostravam as marcas vermelhas deixadas pelos dedos dele, trazendo uma beleza quase cruel.O fogo que havia se apagado dentro de Jorge se acendeu novamente por um momento.Ele perguntou: "Você está desconfortável?"Valentina balançou a cabeça e respondeu calmamente: "Não."Enquanto falava, ele terminou de vestir a camisa e a calça, mantendo uma expressão indiferente: "Você não se saiu muito bem hoje."Valentina andou descalça pelo carpete, cambaleando por um segundo quando se abaixou para pegar o vestido preto do chão. Em seguida, olhou para ele, esperando que ele continuasse.Jorge deu um leve puxão em sua gravata: "Quando você subiu na minha cama para se juntar à Família Lima, você estava mais entusiasmado. E sua técnica também era melhor."Sua voz não tinha emoção, como se ele estivesse avaliando um almoço sem graça.Havia um distanciamento frio em seu olhar, tornando-o ainda mais inacessível.Valentina fechou o zíper do vestido. O vestido justo e a camiseta bem ajustada envolviam seu corpo de forma sóbria, quase austera, como se a mulher que havia se rendido ao desejo momentos atrás fosse outra.Ela disse calmamente: "Você mesmo disse que eu queria entrar para a Família Lima. Era natural que eu me esforçasse mais. Quem continua estudando depois de passar no exame?"Juntando-se à Família Lima.E não… se casando com ele.Os longos dedos de Jorge hesitaram por um momento enquanto ele apertava a gravata. Ele se virou, olhando para ela com repulsa e desdém: "Evite esse tipo de coisa. Não se iluda pensando que é a Sra. Lima.""Depende do meu humor."Ela abotoou o colarinho, com os lábios vermelhos se movendo suavemente, sem a menor intenção de obedecer.Com um estrondo, a porta se fechou atrás de Jorge.No caminho de volta ao escritório, Valentina lembrou-se de que estava em seu período fértil. Sem hesitar, ela virou o volante e dirigiu até o Hospital Centro.Depois de tomar a pílula do dia seguinte, ela foi até a copa para tomar um café. Enquanto enchia o copo, ouviu duas enfermeiras fofocando: "Ontem eu vi uma mulher bonita entrando no carro do Dr. Lima!""E o que há de tão bom nisso? Com aquela família e aquele corpo, ele deve ter uma fila de mulheres querendo ir para a cama dele. Seria estranho se ninguém tentasse!""Mas dessa vez foi diferente." - A voz da outra mulher ficou mais baixa: "Dizem que ela é uma paciente do hospital. Ela foi operada de apendicite e o próprio Dr. Lima a operou. Depois disso, ele cuidou dela pessoalmente e até a levou para casa."Valentina permaneceu imóvel em frente à cafeteira, sem demonstrar nenhuma reação.Até que sentiu o calor intenso em sua pele.Ele olhou para baixo. A xícara estava transbordando, e o café fervente escorria, queimando seus dedos delicados e formando uma bolha.As duas enfermeiras saíram da copa e, ao vê-la ali, imediatamente se calaram e saíram correndo.Depois de pegar seu café, Valentina sentou-se em um dos bancos do corredor, lembrando-se da mulher com quem Jorge havia se hospedado no hotel.Os beijos em seus ombros foram superficiais, e ela saiu sem hesitar. Tudo havia acontecido naturalmente, como se fosse apenas um jogo.Parecia uma cortina de fumaça plantada de propósito por Jorge.Depois de alguns minutos, Valentina pegou o elevador até o terceiro andar, onde ficava a ala cirúrgica.No posto de enfermagem, ela encontrou as mesmas enfermeiras de antes."O Dr. Lima está na sala de cirurgia. Ele deve sair em uma hora ou mais. Se for urgente, você pode marcar uma consulta com outro médico."Valentina respondeu friamente: "Isso não é necessário. Eu espero."Seu tom era familiar e confortável, o que fez com que as enfermeiras a observassem com mais atenção.Seu olhar era frio e sereno, mas sua beleza era hipnotizante.Mais do que uma paciente, ela parecia alguém que tinha vindo especificamente para Jorge.Por um momento, uma das enfermeiras notou uma marca avermelhada sob o colarinho de Valentina e, sem pensar, abriu a boca: "Você e o Dr. Lima..."Valentina olhou friamente para a enfermeira, e sua simples presença impunha respeito. As palavras que ela estava prestes a dizer ficaram presas em sua garganta, e ela logo desistiu.A cirurgia de Jorge teve complicações no meio do procedimento, com o paciente tendo uma hemorragia inesperada. Foi só ao anoitecer que ele finalmente conseguiu terminar tudo com sucesso.Valentina estava elegantemente encostada na parede do corredor quando o viu sair da sala de cirurgia.Seu jaleco estava manchado de sangue e seus olhos escuros, escondidos atrás da máscara, mostravam um instante de cansaço.Ela olhou para ele por muito tempo, o que o fez notar seu olhar. Quando ele levantou os olhos para olhá-la, seu olhar estava mais gelado do que nunca."Por que você está aqui?"A voz de Jorge era neutra, mas seu olhar era frio.Valentina percebeu que ele estava de mau humor.Perfeito para provocar.Em seguida, ela sacudiu deliberadamente o pacote de anticoncepcionais em sua mão: "Vim pegar um remédio e ver você."Os olhos de Jorge passaram rapidamente sobre as pílulas, e seu olhar ficou ainda mais frio.A atmosfera entre os dois, juntamente com sua beleza óbvia, atraiu a atenção imediata no corredor. O ar ao redor deles estava carregado de tensão e algo mais... difícil de definir."Espere por mim em meu escritório."Quando Jorge voltou, já sem suas roupas de cirurgia, encontrou Valentina engolindo a pílula com um gole de água."Eu lhe disse para não vir me procurar no hospital."Ele se aproximou, ainda usando a máscara, e sua voz soou indiferente. Valentina olhou para cima e encontrou seu olhar distante e desaprovador.O olhar dela deslizou pelos ombros largos dele, alheia à sua frieza. Ela apenas pensou por um momento e disse: "Eu só vim comprar o remédio, mas comecei a me sentir mal e decidi procurar você.""Onde está se sentindo mal?""Aqui." - Valentina colocou a mão no abdômen: "Está doendo muito."Jorge olhou para a área e disse, sem pressa: "Sou cirurgião. Você deve consultar um ginecologista para isso.""O médico que está de plantão hoje é um homem. Não me senti confortável em consultá-lo."Valentina ergueu os olhos e o encarou sem pestanejar: "Além disso, você conhece meu corpo. Eu me sinto mais segura contigo."Jorge olhou para ela e apontou para a maca ao seu lado: "Deite-se ali. Vou examiná-la."Valentina obedeceu sem hesitar. Deitada, ela observou atentamente cada movimento dele.Quando ele estava concentrado em seu trabalho, seu olhar parecia menos frio do que o normal. Seus toques eram mais suaves do que quando estavam fazendo amor.Vestido com seu jaleco branco, Jorge parecia intocável, quase sagrado. Ao se lembrar do que havia acontecido algumas horas antes, Valentina teve uma estranha sensação de irrealidade."Passe este medicamento por dois dias e tenha cuidado nos próximos dias."Valentina lhe deu um olhar significativo.Jorge não demonstrou nenhuma reação. Ele apenas tirou as luvas e lhe entregou a receita.Ela olhou para cima e arqueou ligeiramente as sobrancelhas: "Pomada para queimaduras?"Jorge olhou para os dedos dela, onde havia uma bolha causada pela queimadura.O formigamento em seus dedos a fez sentir-se estranhamente quente. Depois que ele tirou o casaco, ela perguntou: "Vamos jantar juntos?"Ele fez uma pausa enquanto pendurava as roupas e a olhou atentamente.Valentina mexeu sutilmente os dedos e disse em um tom casual: "Nossa última refeição juntos foi há seis meses."Jorge não respondeu imediatamente. Mas então, com um único passo, ele se aproximou dela.Sem seu jaleco de laboratório, vestido com um terno impecável, ele não parecia mais o médico respeitável que costumava ser. Naquele momento ele exalava uma presença intensa e dominadora.O ar ao seu redor parecia pesado. Ela sentiu sua respiração falhar por um momento."Você se importa com esse tipo de coisa?"Sua voz era calma, como se ele estivesse falando sobre algo trivial.Valentina deu um passo para trás, com sua expressão permaneceu inalterada: "Só pensei em aproveitar a ocasião."Quando um leve aroma do perfume masculino dele chegou ao seu nariz, ela franziu ligeiramente a testa.Jorge olhou para ela mais uma vez sem dizer nada. Em seguida, ele simplesmente deu as costas e saiu.Capítulo 3Quando recebeu a notícia de que Jorge Lima estava ficando com uma mulher, Valentina Serpa estava cuidando de um processo de divórcio.A cliente era uma mulher que havia trago uma pilha de fotos de seu marido traindo e queria processá-lo para se separar, exigindo que ele saísse sem nada."Sra. Barbosa, a traição não é um motivo legal para o divórcio." - disse Valentina com indiferença: "Se não houver nenhuma outra falha grave e seu marido não quiser se separar, as chances de a senhora perder o caso são altas."Ela encerrou a conversa em cinco minutos e dirigiu até o hotel.Jorge abriu a porta.A toalha branca solta estava amarrada em volta de sua cintura firme, revelando parte de seu abdômen definido. Gotas de água pingavam dos fios negros de seu cabelo, deslizando pelo contorno perfeito de seu queixo antes de cair friamente na mão de Valentina.Seu olhar era indiferente.Valentina tirou um maço de envelopes de sua bolsa: "Aqui estão as fotos de você entrando no hotel com essa mulher. Você tem duas opções: mandá-la embora ou eu darei as fotos para o vovô."Os olhos de Jorge não demonstraram nenhuma reação. Ele a olhava como se estivesse diante de uma estranha.Ele fez um gesto para a mulher dentro da sala: "Saia."A mulher foi repentinamente expulsa, mas em vez de ficar com raiva, ela sorriu docemente e disse : "Até logo" antes de sair.A alça vermelha do suéter escorregou pelo ombro, revelando suaves marcas de chupões. Seu rosto delicado exibia um sorriso sedutor, exalando sensualidade.Em contraste, Valentina estava usando uma camisa impecável e uma saia preta sóbria.A mulher olhou para Valentina por dois segundos. Seu sorriso diminuiu, mas no fundo ela estava impressionada. Aquele rosto frio e distante tinha um par de olhos brilhantes e profundos, como se estivessem carregando um rio cristalino, capaz de hipnotizar qualquer pessoa.Quando a mulher se afastou, Valentina, impassível, entregou as fotos a Jorge: "Seu gosto muda rapidamente. No mês passado, você não era fã de garotinhas bonitinhas?"Jorge arqueou a sobrancelha quase imperceptivelmente, sem demonstrar nenhuma emoção. Só depois de um tempo ele respondeu com indiferença: "O que você quer dessa vez?"Valentina baixou os olhos, pensou por um momento e disse: "Eu quero outro negócio no centro.""Certo."Ele concordou sem hesitar, mas ao mesmo tempo fez um gesto com o dedo para que ela se aproximasse.Ela entendeu o que isso significava e permaneceu imóvel.Jorge lhe lançou um olhar preguiçoso: "Não me diga que você acha que algumas fotos valem dezenas de milhões."No centro da cidade, cada metro quadrado era disputado intensamente.Ele sabia que ela tinha um grande apetite. Algumas unidades de milhões em um pequeno estabelecimento não a interessariam.Valentina respondeu calmamente: "Eu tenho cópias das fotos."A frieza em seu olhar vacilou por um segundo: "Está armando uma cilada para mim?"Ela não confirmou nem negou. Seus olhos brilhantes olhavam diretamente para ele.No momento em que Jorge a puxou para dentro do quarto, Valentina foi empurrada contra a parede fria do hotel. Sua cintura fina, que cabia em uma das mãos, foi segurada com firmeza por ele.Ela o olhou com desdém de forma preguiçosa.Jorge sempre carregava um frio natural em seu corpo. Mesmo nessa situação, sua atitude permaneceu distante e indiferente.Mas suas mãos eram hábeis, com seus dedos ágeis, alternando ritmos com precisão.Afinal de contas, não era à toa que ele era chamado de estrela da cirurgia no Hospital Centro Nova.Durante todo o processo, Valentina se sentiu confortável e satisfeita. Quando tudo terminou, Jorge notou o leve rubor nos cantos dos olhos dela.Ela estava sentada na beirada da cama, com a camisa branca ligeiramente aberta. Sua saia preta ainda estava caída no chão, onde suas pernas lisas e cruzadas mostravam as marcas vermelhas deixadas pelos dedos dele, trazendo uma beleza quase cruel.O fogo que havia se apagado dentro de Jorge se acendeu novamente por um momento.Ele perguntou: "Você está desconfortável?"Valentina balançou a cabeça e respondeu calmamente: "Não."Enquanto falava, ele terminou de vestir a camisa e a calça, mantendo uma expressão indiferente: "Você não se saiu muito bem hoje."Valentina andou descalça pelo carpete, cambaleando por um segundo quando se abaixou para pegar o vestido preto do chão. Em seguida, olhou para ele, esperando que ele continuasse.Jorge deu um leve puxão em sua gravata: "Quando você subiu na minha cama para se juntar à Família Lima, você estava mais entusiasmado. E sua técnica também era melhor."Sua voz não tinha emoção, como se ele estivesse avaliando um almoço sem graça.Havia um distanciamento frio em seu olhar, tornando-o ainda mais inacessível.Valentina fechou o zíper do vestido. O vestido justo e a camiseta bem ajustada envolviam seu corpo de forma sóbria, quase austera, como se a mulher que havia se rendido ao desejo momentos atrás fosse outra.Ela disse calmamente: "Você mesmo disse que eu queria entrar para a Família Lima. Era natural que eu me esforçasse mais. Quem continua estudando depois de passar no exame?"Juntando-se à Família Lima.E não… se casando com ele.Os longos dedos de Jorge hesitaram por um momento enquanto ele apertava a gravata. Ele se virou, olhando para ela com repulsa e desdém: "Evite esse tipo de coisa. Não se iluda pensando que é a Sra. Lima.""Depende do meu humor."Ela abotoou o colarinho, com os lábios vermelhos se movendo suavemente, sem a menor intenção de obedecer.Com um estrondo, a porta se fechou atrás de Jorge.No caminho de volta ao escritório, Valentina lembrou-se de que estava em seu período fértil. Sem hesitar, ela virou o volante e dirigiu até o Hospital Centro.Depois de tomar a pílula do dia seguinte, ela foi até a copa para tomar um café. Enquanto enchia o copo, ouviu duas enfermeiras fofocando: "Ontem eu vi uma mulher bonita entrando no carro do Dr. Lima!""E o que há de tão bom nisso? Com aquela família e aquele corpo, ele deve ter uma fila de mulheres querendo ir para a cama dele. Seria estranho se ninguém tentasse!""Mas dessa vez foi diferente." - A voz da outra mulher ficou mais baixa: "Dizem que ela é uma paciente do hospital. Ela foi operada de apendicite e o próprio Dr. Lima a operou. Depois disso, ele cuidou dela pessoalmente e até a levou para casa."Valentina permaneceu imóvel em frente à cafeteira, sem demonstrar nenhuma reação.Até que sentiu o calor intenso em sua pele.Ele olhou para baixo. A xícara estava transbordando, e o café fervente escorria, queimando seus dedos delicados e formando uma bolha.As duas enfermeiras saíram da copa e, ao vê-la ali, imediatamente se calaram e saíram correndo.Depois de pegar seu café, Valentina sentou-se em um dos bancos do corredor, lembrando-se da mulher com quem Jorge havia se hospedado no hotel.Os beijos em seus ombros foram superficiais, e ela saiu sem hesitar. Tudo havia acontecido naturalmente, como se fosse apenas um jogo.Parecia uma cortina de fumaça plantada de propósito por Jorge.Depois de alguns minutos, Valentina pegou o elevador até o terceiro andar, onde ficava a ala cirúrgica.No posto de enfermagem, ela encontrou as mesmas enfermeiras de antes."O Dr. Lima está na sala de cirurgia. Ele deve sair em uma hora ou mais. Se for urgente, você pode marcar uma consulta com outro médico."Valentina respondeu friamente: "Isso não é necessário. Eu espero."Seu tom era familiar e confortável, o que fez com que as enfermeiras a observassem com mais atenção.Seu olhar era frio e sereno, mas sua beleza era hipnotizante.Mais do que uma paciente, ela parecia alguém que tinha vindo especificamente para Jorge.Por um momento, uma das enfermeiras notou uma marca avermelhada sob o colarinho de Valentina e, sem pensar, abriu a boca: "Você e o Dr. Lima..."Valentina olhou friamente para a enfermeira, e sua simples presença impunha respeito. As palavras que ela estava prestes a dizer ficaram presas em sua garganta, e ela logo desistiu.A cirurgia de Jorge teve complicações no meio do procedimento, com o paciente tendo uma hemorragia inesperada. Foi só ao anoitecer que ele finalmente conseguiu terminar tudo com sucesso.Valentina estava elegantemente encostada na parede do corredor quando o viu sair da sala de cirurgia.Seu jaleco estava manchado de sangue e seus olhos escuros, escondidos atrás da máscara, mostravam um instante de cansaço.Ela olhou para ele por muito tempo, o que o fez notar seu olhar. Quando ele levantou os olhos para olhá-la, seu olhar estava mais gelado do que nunca."Por que você está aqui?"A voz de Jorge era neutra, mas seu olhar era frio.Valentina percebeu que ele estava de mau humor.Perfeito para provocar.Em seguida, ela sacudiu deliberadamente o pacote de anticoncepcionais em sua mão: "Vim pegar um remédio e ver você."Os olhos de Jorge passaram rapidamente sobre as pílulas, e seu olhar ficou ainda mais frio.A atmosfera entre os dois, juntamente com sua beleza óbvia, atraiu a atenção imediata no corredor. O ar ao redor deles estava carregado de tensão e algo mais... difícil de definir."Espere por mim em meu escritório."Quando Jorge voltou, já sem suas roupas de cirurgia, encontrou Valentina engolindo a pílula com um gole de água."Eu lhe disse para não vir me procurar no hospital."Ele se aproximou, ainda usando a máscara, e sua voz soou indiferente. Valentina olhou para cima e encontrou seu olhar distante e desaprovador.O olhar dela deslizou pelos ombros largos dele, alheia à sua frieza. Ela apenas pensou por um momento e disse: "Eu só vim comprar o remédio, mas comecei a me sentir mal e decidi procurar você.""Onde está se sentindo mal?""Aqui." - Valentina colocou a mão no abdômen: "Está doendo muito."Jorge olhou para a área e disse, sem pressa: "Sou cirurgião. Você deve consultar um ginecologista para isso.""O médico que está de plantão hoje é um homem. Não me senti confortável em consultá-lo."Valentina ergueu os olhos e o encarou sem pestanejar: "Além disso, você conhece meu corpo. Eu me sinto mais segura contigo."Jorge olhou para ela e apontou para a maca ao seu lado: "Deite-se ali. Vou examiná-la."Valentina obedeceu sem hesitar. Deitada, ela observou atentamente cada movimento dele.Quando ele estava concentrado em seu trabalho, seu olhar parecia menos frio do que o normal. Seus toques eram mais suaves do que quando estavam fazendo amor.Vestido com seu jaleco branco, Jorge parecia intocável, quase sagrado. Ao se lembrar do que havia acontecido algumas horas antes, Valentina teve uma estranha sensação de irrealidade."Passe este medicamento por dois dias e tenha cuidado nos próximos dias."Valentina lhe deu um olhar significativo.Jorge não demonstrou nenhuma reação. Ele apenas tirou as luvas e lhe entregou a receita.Ela olhou para cima e arqueou ligeiramente as sobrancelhas: "Pomada para queimaduras?"Jorge olhou para os dedos dela, onde havia uma bolha causada pela queimadura.O formigamento em seus dedos a fez sentir-se estranhamente quente. Depois que ele tirou o casaco, ela perguntou: "Vamos jantar juntos?"Ele fez uma pausa enquanto pendurava as roupas e a olhou atentamente.Valentina mexeu sutilmente os dedos e disse em um tom casual: "Nossa última refeição juntos foi há seis meses."Jorge não respondeu imediatamente. Mas então, com um único passo, ele se aproximou dela.Sem seu jaleco de laboratório, vestido com um terno impecável, ele não parecia mais o médico respeitável que costumava ser. Naquele momento ele exalava uma presença intensa e dominadora.O ar ao seu redor parecia pesado. Ela sentiu sua respiração falhar por um momento."Você se importa com esse tipo de coisa?"Sua voz era calma, como se ele estivesse falando sobre algo trivial.Valentina deu um passo para trás, com sua expressão permaneceu inalterada: "Só pensei em aproveitar a ocasião."Quando um leve aroma do perfume masculino dele chegou ao seu nariz, ela franziu ligeiramente a testa.Jorge olhou para ela mais uma vez sem dizer nada. Em seguida, ele simplesmente deu as costas e saiu.

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