Mirela Silva salvou Felipe Borges duas vezes, zelosamente retirando-o do ardor de um fogo e generosamente doando sua medula óssea para combater sua leucemia. No entanto, o seu heroísmo apenas provocou a condenação por parte dele: "Vou fazer da sua vida um inferno!" Felipe Borges estava convencido de que ela era a assassina de sua amada, que zombava de seu filho autista e que usurpava implacavelmente o lugar da Sra. Borges! Só quando ela saltou da imensidão de um arranha-céu, ele finalmente entendeu seu amor mais profundo... sempre fora ela... Dada uma segunda chance na vida, ela assume uma nova identidade, com uma nova aparência. Atraindo muitos pretendentes, desde jovens encantadores até homens mais maduros. Felipe Borges, o próprio, se encontrava ajoelhado perante ela em total submissão, reverenciando-a ao beijar seu pé diante de todos...

Capítulo 1Noite, uma chuva torrencial caía.Estela Zanetti estava morta.Morreu diante dos olhos de Mirela Silva.A água da chuva lavava o corpo ensanguentado de Estela, tingindo de vermelho uma grande área.Um Bentley preto parou, Felipe Borges correu a passos largos, agarrando com força o pescoço de Mirela: "Você a matou!""Não, não fui eu, quando cheguei Estela já não respirava mais...""Você ainda se defende! Sempre odiou ela profundamente!""Foi Estela quem me chamou para nos encontrarmos. Assim que cheguei, já a vi caída no chão!"Mas Felipe não acreditou.Em seus olhos profundos brilhava uma luz cruel: "Mirela, eu vou fazer você desejar nunca ter nascido! Para consolar o espírito de Estela!"Mirela olhou, desesperada, para o homem belo diante de si.Ela era a esposa de Felipe, mas nunca conseguiu entrar em seu coração.Ele amava profundamente Estela, sua amiga de infância, e nunca dera a Mirela nem um pouco do seu afeto.Quatro anos antes, Felipe sofrera de leucemia, e o tipo sanguíneo e a medula de Mirela eram compatíveis, ela podia salvar sua vida.A família Borges negociou com ela, mas Mirela nada quis, exceto casar-se com ele.Assim, Mirela realizou seu desejo de tornar-se Sra. Borges, e Felipe se recuperou da doença."Pá!" Um tapa forte fez sangue escorrer do canto da boca de Mirela, que caiu ao chão."Ontem mesmo Estela me contou que estava grávida, e hoje você a matou," Felipe exalava frieza, "Mirela, sangue se paga com sangue!"Ela olhou para ele, atônita: "Como... como pôde deixar ela ter um filho seu... Felipe, então o que eu sou? E o que Ricardo Borges é para você?!"Ricardo era o filho dela com Felipe.Naquele ano, devido às frequentes transfusões de sangue para Felipe, o corpo de Mirela não era adequado para uma gravidez, e ter um filho colocaria sua vida em risco.Mas ela suportou dores inimagináveis e deu à luz Ricardo.Pensou que Felipe se compadeceria dela, mas ele acreditou que Mirela usara o filho para prendê-lo, e por isso, nunca abraçou Ricardo nesses anos todos.A relação entre pai e filho era fria.Ricardo, por isso, desenvolveu autismo."Vocês? Não são dignos nem de carregar os sapatos de Estela!" Os lábios de Felipe se moveram levemente, as palavras cruéis: "Guardas! Levem-na para a prisão!""Sim, Diretor Borges!"Dois seguranças arrastaram Mirela, enquanto Felipe se abaixava ao lado de Estela, tirava um lenço e secava cuidadosamente a chuva em seu rosto, fechava seus olhos entreabertos e a levantava gentilmente nos braços.Como se fosse um tesouro precioso.Essa cena feriu profundamente os olhos de Mirela, deixando seu coração mergulhado em total desespero.Todos esses anos de amor, o que ela tinha sido, afinal?Ninguém percebeu que, no beco, um par de olhos observava tudo em silêncio, cheio de satisfação.Ela matara Estela e colocou a culpa em Mirela, então...Felipe seria dela!Pois ela era a irmã gêmea de Estela, com o mesmo rosto!.........Prisão feminina.A carcereira empurrou Mirela para dentro da cela, dizendo com desdém: "Vocês aí, recebam bem a nova."Mirela ergueu a cabeça e olhou para as mulheres que a cercavam."Não se aproximem..." Ela tentou conter o medo, "O que... o que vocês querem fazer?""A chefe já avisou, temos que obedecer." A mulher à frente estalou os dedos, "Que rosto delicado, hein!"Mirela tentou correr, mas a porta de ferro estava trancada. Só lhe restou gritar por socorro."Pode gritar, até perder a voz, ninguém vai te ajudar."Ela tentou se manter calma: "Vocês sabem quem eu sou? Sou a Sra. Borges!"Por mais que Felipe a odiasse, não permitiria que aquelas mulheres lhe fizessem mal. Ele sempre foi autoritário, se quisesse puni-la, faria isso pessoalmente."Ha ha ha ha..." Para sua surpresa, todas caíram na gargalhada, "Sra. Borges? Hoje, é você mesma que vamos espancar, Sra. Borges!"Duas mulheres, uma à esquerda e outra à direita, a seguraram no chão, enquanto as outras se aproximaram e começaram a chutá-la e socá-la.Mirela não conseguia se mexer, a dor se espalhava por todos os seus membros e ossos.Ela fechou os olhos com força e se encolheu, mas ainda assim superestimara o desprezo de Felipe por ela.Mesmo com a consciência turva, o nome que escapou de seus lábios foi aquele: "Felipe, Felipe..."Mirela o amava demais, tinha dedicado toda a sua juventude a esse amor, dez anos.Mas Felipe ferira seu coração de forma irreparável.…………Três dias depois.Cemitério.Felipe, com as próprias mãos, enterrou as cinzas de Estela e colocou a lápide.Em seu olhar profundo havia uma tristeza imensa: "Vou vingar você, Estela."Seus dedos passaram pela foto gravada na lápide, quando, de repente, uma mão delicada pousou sobre a dele: "Diretor Borges, meus sentimentos."Felipe virou-se e olhou para Carolina Zanetti ao seu lado.Ela tinha o rosto idêntico ao de Estela."A morte da minha irmã nos deixou muito abalados," disse Carolina. "O assassino precisa pagar pelo que fez!"Ela se inclinou propositalmente em direção a Felipe, mas ele a afastou discretamente.Ele sabia que eram pessoas diferentes.Com expressão dura, Felipe perguntou de lado: "Mirela confessou o crime?"O assistente Caio respondeu: "Diretor Borges, depois de ser presa, a senhora teve uma febre alta. Ainda não foi possível interrogá-la.""Traga ela aqui."Caio se assustou, mas respondeu prontamente: "Sim, vou providenciar agora."Carolina, ao lado, inflamou a situação: "Deveriam condená-la à morte imediatamente, executar em segredo, assim não correríamos riscos."Felipe lançou um olhar frio e cortante."Diretor Borges, eu..." Carolina se assustou. "Só quero justiça pela minha irmã."Ele disse friamente: "Você se parece muito com a Estela."Felipe não gostava de gente intrometida. Se não fosse pelo rosto idêntico ao de Estela, já teria mandado tirar Carolina dali.Além disso... Não sabia por quê, mas o destino de Mirela era um assunto dele, e não admitia interferências.Uma hora depois, Mirela apareceu algemada.Por causa da febre alta, seu rosto estava pálido e ela parecia sem forças.Felipe estava ereto diante da lápide e agarrou o pulso dela: "Ajoelhe-se."Ela mordeu os lábios: "E se eu não me ajoelhar?""Eu tenho meus métodos!"Felipe deu um chute em seu joelho e, segurando sua cabeça, forçou-a a se ajoelhar.Abaixando-se, puxou-a pelos cabelos: "Mirela, você confessa? Vai aceitar o castigo?""Eu sou inocente, não matei ninguém," ela respondeu. "A morte da Estela não tem nada a ver comigo! Fui vítima de uma armadilha!"Felipe sorriu cruelmente: "Acha que negando tudo vai me impedir de agir?"Apertando o queixo dela, continuou: "Acredita que posso fazer toda a Família Silva ser enterrada junto com Estela?"Mirela olhou para ele, apavorada: "Felipe, você não pode fazer isso!""Está com medo? Então confesse!"Seu corpo tremia incontrolavelmente: "Que coração cruel o seu... Fomos marido e mulher, não tem nenhum sentimento por mim?""Marido e mulher? Já se esqueceu de como chegou à minha cama?""Já disse, não fui eu quem colocou aquela droga!""Não tenho tempo para suas desculpas!" As veias na testa de Felipe saltaram. "Diante do túmulo da Estela, ajoelhe-se e confesse!"Mirela olhou para o homem à sua frente, que era tão impiedoso e frio com ela.Ela estava exausta de tanto amar."Felipe, quem mais te amou fui eu, fui eu quem salvou sua vida, fui eu quem teve um filho seu! Você despreza quem te ama, mas valoriza quem nunca te amou! Um dia, você vai se arrepender de ter me tratado assim!"A cabeça de Mirela bateu contra o mármore gelado: "Sou culpada, mereço morrer!""Que ótimo, agora minha irmã pode finalmente descansar em paz!" Carolina imediatamente deu um forte chute em Mirela. "Assassina!"Ela segurou a cabeça de Mirela e a empurrou repetidas vezes contra a lápide. Logo, sangue começou a escorrer da testa de Mirela.Felipe assistiu a tudo com frieza.Carolina gritou: "Minha irmã estava grávida, duas vidas se foram. Você deveria arder no inferno, ser despedaçada... Ah! Você ousou me morder!"Mirela mordeu com força, sem largar, enquanto Carolina gritava desesperada: "Louca! Diretor Borges, Diretor Borges, me ajude!"Os pedidos de socorro de Carolina trouxeram à memória de Felipe a imagem de Estela; naquela noite em que Mirela a matou, certamente ela também gritara assim.Felipe então agarrou o queixo de Carolina com uma das mãos, enquanto com a outra puxou seus cabelos violentamente para trás.Mirela, com a boca e o rosto cobertos de sangue, perguntou: "Até Carolina merece sua compaixão?""Ela é irmã de Estela.""Eu sou sua esposa legítima!""E o que isso significa para mim?" Felipe limpou o sangue das mãos com elegância e jogou o lenço no rosto dela, cada palavra carregada de desprezo: "Mirela, você é ainda mais cruel do que imaginei!"Ela fechou os olhos, deixando as lágrimas escorrerem livremente. "Na verdade... Felipe, você amou a pessoa errada. Aquela criança que te tirou do incêndio fui eu, não Estela."Ele soltou um riso frio: "Acha mesmo que vou acreditar nisso?"Mirela continuou, ignorando-o: "Eu te carreguei para fora e te deixei à beira do lago, fui buscar ajuda. Mas quando voltei, você já tinha sumido. Só depois soube que Estela passou por ali e te levou de volta para a Família Zanetti.""Estela está morta. Agora você quer até roubar o mérito dela?""Só queria contar a verdade, não quero mais guardar isso." Mirela respondeu. "Felipe, por que não me mata de uma vez?"Esse tipo de tortura era pior do que a morte.Ela já não tinha mais nada, só um coração despedaçado pelo amor por ele, impossível de curar."Vou te torturar pouco a pouco," Felipe prendeu as algemas em seus pulsos, "quero que prove de todas as dores possíveis neste mundo."Mirela olhou nos olhos dele. Lembrava-se ainda do incêndio, quando ele, com a voz rouca mas terna, dissera: "Você me salvou. Vou me casar com você."Depois, ela doou seu próprio sangue para salvá-lo novamente. Casou-se com ele.Duas vezes lhe salvara a vida, mas este era o fim que recebia."Se houver uma próxima vida, Felipe..." Mirela se agarrou à última réstia de consciência, "espero nunca mais te encontrar..."Sua visão escureceu, e ela desmaiou completamente.…………Residência do Grupo Borges.Felipe entrou na sala de estar e logo avistou, num canto, uma pequena figura encolhida de medo.Ajustou a gravata, o olhar frio: "Venha aqui."Ricardo, abraçando um brinquedo velho, caminhou lentamente até ele e lhe entregou um desenho.No desenho, uma família de três pessoas de mãos dadas. Embaixo, estava escrito: "Mamãe ama papai."Felipe sentiu apenas ironia. Rasgou o papel ao meio: "A partir de hoje, você não tem mais mãe."Os olhos límpidos de Ricardo se arregalaram, cheios de pânico e terror.O autismo o impedia de falar muito, mas sob os cuidados atentos de Mirela, ele vinha melhorando. Agora, as palavras de Felipe destruíam todo o progresso."Como posso ter um filho inútil como você?" Felipe cruzou as pernas, "Ou será que você é filho de algum outro homem que Mirela encontrou por aí?"Ele semicerrava os olhos, uma centelha de raiva passando por eles.Ricardo deu dois passos para trás. Tinha apenas quatro anos; seu mundo inteiro era a mãe. O pai era severo, não o amava.Com um baque, Ricardo caiu de joelhos.Desde o diagnóstico de autismo, nunca mais pronunciara uma palavra. Naquele momento, porém, disse três: "Quero mamãe."Capítulo 2Noite, uma chuva torrencial caía.Estela Zanetti estava morta.Morreu diante dos olhos de Mirela Silva.A água da chuva lavava o corpo ensanguentado de Estela, tingindo de vermelho uma grande área.Um Bentley preto parou, Felipe Borges correu a passos largos, agarrando com força o pescoço de Mirela: "Você a matou!""Não, não fui eu, quando cheguei Estela já não respirava mais...""Você ainda se defende! Sempre odiou ela profundamente!""Foi Estela quem me chamou para nos encontrarmos. Assim que cheguei, já a vi caída no chão!"Mas Felipe não acreditou.Em seus olhos profundos brilhava uma luz cruel: "Mirela, eu vou fazer você desejar nunca ter nascido! Para consolar o espírito de Estela!"Mirela olhou, desesperada, para o homem belo diante de si.Ela era a esposa de Felipe, mas nunca conseguiu entrar em seu coração.Ele amava profundamente Estela, sua amiga de infância, e nunca dera a Mirela nem um pouco do seu afeto.Quatro anos antes, Felipe sofrera de leucemia, e o tipo sanguíneo e a medula de Mirela eram compatíveis, ela podia salvar sua vida.A família Borges negociou com ela, mas Mirela nada quis, exceto casar-se com ele.Assim, Mirela realizou seu desejo de tornar-se Sra. Borges, e Felipe se recuperou da doença."Pá!" Um tapa forte fez sangue escorrer do canto da boca de Mirela, que caiu ao chão."Ontem mesmo Estela me contou que estava grávida, e hoje você a matou," Felipe exalava frieza, "Mirela, sangue se paga com sangue!"Ela olhou para ele, atônita: "Como... como pôde deixar ela ter um filho seu... Felipe, então o que eu sou? E o que Ricardo Borges é para você?!"Ricardo era o filho dela com Felipe.Naquele ano, devido às frequentes transfusões de sangue para Felipe, o corpo de Mirela não era adequado para uma gravidez, e ter um filho colocaria sua vida em risco.Mas ela suportou dores inimagináveis e deu à luz Ricardo.Pensou que Felipe se compadeceria dela, mas ele acreditou que Mirela usara o filho para prendê-lo, e por isso, nunca abraçou Ricardo nesses anos todos.A relação entre pai e filho era fria.Ricardo, por isso, desenvolveu autismo."Vocês? Não são dignos nem de carregar os sapatos de Estela!" Os lábios de Felipe se moveram levemente, as palavras cruéis: "Guardas! Levem-na para a prisão!""Sim, Diretor Borges!"Dois seguranças arrastaram Mirela, enquanto Felipe se abaixava ao lado de Estela, tirava um lenço e secava cuidadosamente a chuva em seu rosto, fechava seus olhos entreabertos e a levantava gentilmente nos braços.Como se fosse um tesouro precioso.Essa cena feriu profundamente os olhos de Mirela, deixando seu coração mergulhado em total desespero.Todos esses anos de amor, o que ela tinha sido, afinal?Ninguém percebeu que, no beco, um par de olhos observava tudo em silêncio, cheio de satisfação.Ela matara Estela e colocou a culpa em Mirela, então...Felipe seria dela!Pois ela era a irmã gêmea de Estela, com o mesmo rosto!.........Prisão feminina.A carcereira empurrou Mirela para dentro da cela, dizendo com desdém: "Vocês aí, recebam bem a nova."Mirela ergueu a cabeça e olhou para as mulheres que a cercavam."Não se aproximem..." Ela tentou conter o medo, "O que... o que vocês querem fazer?""A chefe já avisou, temos que obedecer." A mulher à frente estalou os dedos, "Que rosto delicado, hein!"Mirela tentou correr, mas a porta de ferro estava trancada. Só lhe restou gritar por socorro."Pode gritar, até perder a voz, ninguém vai te ajudar."Ela tentou se manter calma: "Vocês sabem quem eu sou? Sou a Sra. Borges!"Por mais que Felipe a odiasse, não permitiria que aquelas mulheres lhe fizessem mal. Ele sempre foi autoritário, se quisesse puni-la, faria isso pessoalmente."Ha ha ha ha..." Para sua surpresa, todas caíram na gargalhada, "Sra. Borges? Hoje, é você mesma que vamos espancar, Sra. Borges!"Duas mulheres, uma à esquerda e outra à direita, a seguraram no chão, enquanto as outras se aproximaram e começaram a chutá-la e socá-la.Mirela não conseguia se mexer, a dor se espalhava por todos os seus membros e ossos.Ela fechou os olhos com força e se encolheu, mas ainda assim superestimara o desprezo de Felipe por ela.Mesmo com a consciência turva, o nome que escapou de seus lábios foi aquele: "Felipe, Felipe..."Mirela o amava demais, tinha dedicado toda a sua juventude a esse amor, dez anos.Mas Felipe ferira seu coração de forma irreparável.…………Três dias depois.Cemitério.Felipe, com as próprias mãos, enterrou as cinzas de Estela e colocou a lápide.Em seu olhar profundo havia uma tristeza imensa: "Vou vingar você, Estela."Seus dedos passaram pela foto gravada na lápide, quando, de repente, uma mão delicada pousou sobre a dele: "Diretor Borges, meus sentimentos."Felipe virou-se e olhou para Carolina Zanetti ao seu lado.Ela tinha o rosto idêntico ao de Estela."A morte da minha irmã nos deixou muito abalados," disse Carolina. "O assassino precisa pagar pelo que fez!"Ela se inclinou propositalmente em direção a Felipe, mas ele a afastou discretamente.Ele sabia que eram pessoas diferentes.Com expressão dura, Felipe perguntou de lado: "Mirela confessou o crime?"O assistente Caio respondeu: "Diretor Borges, depois de ser presa, a senhora teve uma febre alta. Ainda não foi possível interrogá-la.""Traga ela aqui."Caio se assustou, mas respondeu prontamente: "Sim, vou providenciar agora."Carolina, ao lado, inflamou a situação: "Deveriam condená-la à morte imediatamente, executar em segredo, assim não correríamos riscos."Felipe lançou um olhar frio e cortante."Diretor Borges, eu..." Carolina se assustou. "Só quero justiça pela minha irmã."Ele disse friamente: "Você se parece muito com a Estela."Felipe não gostava de gente intrometida. Se não fosse pelo rosto idêntico ao de Estela, já teria mandado tirar Carolina dali.Além disso... Não sabia por quê, mas o destino de Mirela era um assunto dele, e não admitia interferências.Uma hora depois, Mirela apareceu algemada.Por causa da febre alta, seu rosto estava pálido e ela parecia sem forças.Felipe estava ereto diante da lápide e agarrou o pulso dela: "Ajoelhe-se."Ela mordeu os lábios: "E se eu não me ajoelhar?""Eu tenho meus métodos!"Felipe deu um chute em seu joelho e, segurando sua cabeça, forçou-a a se ajoelhar.Abaixando-se, puxou-a pelos cabelos: "Mirela, você confessa? Vai aceitar o castigo?""Eu sou inocente, não matei ninguém," ela respondeu. "A morte da Estela não tem nada a ver comigo! Fui vítima de uma armadilha!"Felipe sorriu cruelmente: "Acha que negando tudo vai me impedir de agir?"Apertando o queixo dela, continuou: "Acredita que posso fazer toda a Família Silva ser enterrada junto com Estela?"Mirela olhou para ele, apavorada: "Felipe, você não pode fazer isso!""Está com medo? Então confesse!"Seu corpo tremia incontrolavelmente: "Que coração cruel o seu... Fomos marido e mulher, não tem nenhum sentimento por mim?""Marido e mulher? Já se esqueceu de como chegou à minha cama?""Já disse, não fui eu quem colocou aquela droga!""Não tenho tempo para suas desculpas!" As veias na testa de Felipe saltaram. "Diante do túmulo da Estela, ajoelhe-se e confesse!"Mirela olhou para o homem à sua frente, que era tão impiedoso e frio com ela.Ela estava exausta de tanto amar."Felipe, quem mais te amou fui eu, fui eu quem salvou sua vida, fui eu quem teve um filho seu! Você despreza quem te ama, mas valoriza quem nunca te amou! Um dia, você vai se arrepender de ter me tratado assim!"A cabeça de Mirela bateu contra o mármore gelado: "Sou culpada, mereço morrer!""Que ótimo, agora minha irmã pode finalmente descansar em paz!" Carolina imediatamente deu um forte chute em Mirela. "Assassina!"Ela segurou a cabeça de Mirela e a empurrou repetidas vezes contra a lápide. Logo, sangue começou a escorrer da testa de Mirela.Felipe assistiu a tudo com frieza.Carolina gritou: "Minha irmã estava grávida, duas vidas se foram. Você deveria arder no inferno, ser despedaçada... Ah! Você ousou me morder!"Mirela mordeu com força, sem largar, enquanto Carolina gritava desesperada: "Louca! Diretor Borges, Diretor Borges, me ajude!"Os pedidos de socorro de Carolina trouxeram à memória de Felipe a imagem de Estela; naquela noite em que Mirela a matou, certamente ela também gritara assim.Felipe então agarrou o queixo de Carolina com uma das mãos, enquanto com a outra puxou seus cabelos violentamente para trás.Mirela, com a boca e o rosto cobertos de sangue, perguntou: "Até Carolina merece sua compaixão?""Ela é irmã de Estela.""Eu sou sua esposa legítima!""E o que isso significa para mim?" Felipe limpou o sangue das mãos com elegância e jogou o lenço no rosto dela, cada palavra carregada de desprezo: "Mirela, você é ainda mais cruel do que imaginei!"Ela fechou os olhos, deixando as lágrimas escorrerem livremente. "Na verdade... Felipe, você amou a pessoa errada. Aquela criança que te tirou do incêndio fui eu, não Estela."Ele soltou um riso frio: "Acha mesmo que vou acreditar nisso?"Mirela continuou, ignorando-o: "Eu te carreguei para fora e te deixei à beira do lago, fui buscar ajuda. Mas quando voltei, você já tinha sumido. Só depois soube que Estela passou por ali e te levou de volta para a Família Zanetti.""Estela está morta. Agora você quer até roubar o mérito dela?""Só queria contar a verdade, não quero mais guardar isso." Mirela respondeu. "Felipe, por que não me mata de uma vez?"Esse tipo de tortura era pior do que a morte.Ela já não tinha mais nada, só um coração despedaçado pelo amor por ele, impossível de curar."Vou te torturar pouco a pouco," Felipe prendeu as algemas em seus pulsos, "quero que prove de todas as dores possíveis neste mundo."Mirela olhou nos olhos dele. Lembrava-se ainda do incêndio, quando ele, com a voz rouca mas terna, dissera: "Você me salvou. Vou me casar com você."Depois, ela doou seu próprio sangue para salvá-lo novamente. Casou-se com ele.Duas vezes lhe salvara a vida, mas este era o fim que recebia."Se houver uma próxima vida, Felipe..." Mirela se agarrou à última réstia de consciência, "espero nunca mais te encontrar..."Sua visão escureceu, e ela desmaiou completamente.…………Residência do Grupo Borges.Felipe entrou na sala de estar e logo avistou, num canto, uma pequena figura encolhida de medo.Ajustou a gravata, o olhar frio: "Venha aqui."Ricardo, abraçando um brinquedo velho, caminhou lentamente até ele e lhe entregou um desenho.No desenho, uma família de três pessoas de mãos dadas. Embaixo, estava escrito: "Mamãe ama papai."Felipe sentiu apenas ironia. Rasgou o papel ao meio: "A partir de hoje, você não tem mais mãe."Os olhos límpidos de Ricardo se arregalaram, cheios de pânico e terror.O autismo o impedia de falar muito, mas sob os cuidados atentos de Mirela, ele vinha melhorando. Agora, as palavras de Felipe destruíam todo o progresso."Como posso ter um filho inútil como você?" Felipe cruzou as pernas, "Ou será que você é filho de algum outro homem que Mirela encontrou por aí?"Ele semicerrava os olhos, uma centelha de raiva passando por eles.Ricardo deu dois passos para trás. Tinha apenas quatro anos; seu mundo inteiro era a mãe. O pai era severo, não o amava.Com um baque, Ricardo caiu de joelhos.Desde o diagnóstico de autismo, nunca mais pronunciara uma palavra. Naquele momento, porém, disse três: "Quero mamãe."Capítulo 3Noite, uma chuva torrencial caía.Estela Zanetti estava morta.Morreu diante dos olhos de Mirela Silva.A água da chuva lavava o corpo ensanguentado de Estela, tingindo de vermelho uma grande área.Um Bentley preto parou, Felipe Borges correu a passos largos, agarrando com força o pescoço de Mirela: "Você a matou!""Não, não fui eu, quando cheguei Estela já não respirava mais...""Você ainda se defende! Sempre odiou ela profundamente!""Foi Estela quem me chamou para nos encontrarmos. Assim que cheguei, já a vi caída no chão!"Mas Felipe não acreditou.Em seus olhos profundos brilhava uma luz cruel: "Mirela, eu vou fazer você desejar nunca ter nascido! Para consolar o espírito de Estela!"Mirela olhou, desesperada, para o homem belo diante de si.Ela era a esposa de Felipe, mas nunca conseguiu entrar em seu coração.Ele amava profundamente Estela, sua amiga de infância, e nunca dera a Mirela nem um pouco do seu afeto.Quatro anos antes, Felipe sofrera de leucemia, e o tipo sanguíneo e a medula de Mirela eram compatíveis, ela podia salvar sua vida.A família Borges negociou com ela, mas Mirela nada quis, exceto casar-se com ele.Assim, Mirela realizou seu desejo de tornar-se Sra. Borges, e Felipe se recuperou da doença."Pá!" Um tapa forte fez sangue escorrer do canto da boca de Mirela, que caiu ao chão."Ontem mesmo Estela me contou que estava grávida, e hoje você a matou," Felipe exalava frieza, "Mirela, sangue se paga com sangue!"Ela olhou para ele, atônita: "Como... como pôde deixar ela ter um filho seu... Felipe, então o que eu sou? E o que Ricardo Borges é para você?!"Ricardo era o filho dela com Felipe.Naquele ano, devido às frequentes transfusões de sangue para Felipe, o corpo de Mirela não era adequado para uma gravidez, e ter um filho colocaria sua vida em risco.Mas ela suportou dores inimagináveis e deu à luz Ricardo.Pensou que Felipe se compadeceria dela, mas ele acreditou que Mirela usara o filho para prendê-lo, e por isso, nunca abraçou Ricardo nesses anos todos.A relação entre pai e filho era fria.Ricardo, por isso, desenvolveu autismo."Vocês? Não são dignos nem de carregar os sapatos de Estela!" Os lábios de Felipe se moveram levemente, as palavras cruéis: "Guardas! Levem-na para a prisão!""Sim, Diretor Borges!"Dois seguranças arrastaram Mirela, enquanto Felipe se abaixava ao lado de Estela, tirava um lenço e secava cuidadosamente a chuva em seu rosto, fechava seus olhos entreabertos e a levantava gentilmente nos braços.Como se fosse um tesouro precioso.Essa cena feriu profundamente os olhos de Mirela, deixando seu coração mergulhado em total desespero.Todos esses anos de amor, o que ela tinha sido, afinal?Ninguém percebeu que, no beco, um par de olhos observava tudo em silêncio, cheio de satisfação.Ela matara Estela e colocou a culpa em Mirela, então...Felipe seria dela!Pois ela era a irmã gêmea de Estela, com o mesmo rosto!.........Prisão feminina.A carcereira empurrou Mirela para dentro da cela, dizendo com desdém: "Vocês aí, recebam bem a nova."Mirela ergueu a cabeça e olhou para as mulheres que a cercavam."Não se aproximem..." Ela tentou conter o medo, "O que... o que vocês querem fazer?""A chefe já avisou, temos que obedecer." A mulher à frente estalou os dedos, "Que rosto delicado, hein!"Mirela tentou correr, mas a porta de ferro estava trancada. Só lhe restou gritar por socorro."Pode gritar, até perder a voz, ninguém vai te ajudar."Ela tentou se manter calma: "Vocês sabem quem eu sou? Sou a Sra. Borges!"Por mais que Felipe a odiasse, não permitiria que aquelas mulheres lhe fizessem mal. Ele sempre foi autoritário, se quisesse puni-la, faria isso pessoalmente."Ha ha ha ha..." Para sua surpresa, todas caíram na gargalhada, "Sra. Borges? Hoje, é você mesma que vamos espancar, Sra. Borges!"Duas mulheres, uma à esquerda e outra à direita, a seguraram no chão, enquanto as outras se aproximaram e começaram a chutá-la e socá-la.Mirela não conseguia se mexer, a dor se espalhava por todos os seus membros e ossos.Ela fechou os olhos com força e se encolheu, mas ainda assim superestimara o desprezo de Felipe por ela.Mesmo com a consciência turva, o nome que escapou de seus lábios foi aquele: "Felipe, Felipe..."Mirela o amava demais, tinha dedicado toda a sua juventude a esse amor, dez anos.Mas Felipe ferira seu coração de forma irreparável.…………Três dias depois.Cemitério.Felipe, com as próprias mãos, enterrou as cinzas de Estela e colocou a lápide.Em seu olhar profundo havia uma tristeza imensa: "Vou vingar você, Estela."Seus dedos passaram pela foto gravada na lápide, quando, de repente, uma mão delicada pousou sobre a dele: "Diretor Borges, meus sentimentos."Felipe virou-se e olhou para Carolina Zanetti ao seu lado.Ela tinha o rosto idêntico ao de Estela."A morte da minha irmã nos deixou muito abalados," disse Carolina. "O assassino precisa pagar pelo que fez!"Ela se inclinou propositalmente em direção a Felipe, mas ele a afastou discretamente.Ele sabia que eram pessoas diferentes.Com expressão dura, Felipe perguntou de lado: "Mirela confessou o crime?"O assistente Caio respondeu: "Diretor Borges, depois de ser presa, a senhora teve uma febre alta. Ainda não foi possível interrogá-la.""Traga ela aqui."Caio se assustou, mas respondeu prontamente: "Sim, vou providenciar agora."Carolina, ao lado, inflamou a situação: "Deveriam condená-la à morte imediatamente, executar em segredo, assim não correríamos riscos."Felipe lançou um olhar frio e cortante."Diretor Borges, eu..." Carolina se assustou. "Só quero justiça pela minha irmã."Ele disse friamente: "Você se parece muito com a Estela."Felipe não gostava de gente intrometida. Se não fosse pelo rosto idêntico ao de Estela, já teria mandado tirar Carolina dali.Além disso... Não sabia por quê, mas o destino de Mirela era um assunto dele, e não admitia interferências.Uma hora depois, Mirela apareceu algemada.Por causa da febre alta, seu rosto estava pálido e ela parecia sem forças.Felipe estava ereto diante da lápide e agarrou o pulso dela: "Ajoelhe-se."Ela mordeu os lábios: "E se eu não me ajoelhar?""Eu tenho meus métodos!"Felipe deu um chute em seu joelho e, segurando sua cabeça, forçou-a a se ajoelhar.Abaixando-se, puxou-a pelos cabelos: "Mirela, você confessa? Vai aceitar o castigo?""Eu sou inocente, não matei ninguém," ela respondeu. "A morte da Estela não tem nada a ver comigo! Fui vítima de uma armadilha!"Felipe sorriu cruelmente: "Acha que negando tudo vai me impedir de agir?"Apertando o queixo dela, continuou: "Acredita que posso fazer toda a Família Silva ser enterrada junto com Estela?"Mirela olhou para ele, apavorada: "Felipe, você não pode fazer isso!""Está com medo? Então confesse!"Seu corpo tremia incontrolavelmente: "Que coração cruel o seu... Fomos marido e mulher, não tem nenhum sentimento por mim?""Marido e mulher? Já se esqueceu de como chegou à minha cama?""Já disse, não fui eu quem colocou aquela droga!""Não tenho tempo para suas desculpas!" As veias na testa de Felipe saltaram. "Diante do túmulo da Estela, ajoelhe-se e confesse!"Mirela olhou para o homem à sua frente, que era tão impiedoso e frio com ela.Ela estava exausta de tanto amar."Felipe, quem mais te amou fui eu, fui eu quem salvou sua vida, fui eu quem teve um filho seu! Você despreza quem te ama, mas valoriza quem nunca te amou! Um dia, você vai se arrepender de ter me tratado assim!"A cabeça de Mirela bateu contra o mármore gelado: "Sou culpada, mereço morrer!""Que ótimo, agora minha irmã pode finalmente descansar em paz!" Carolina imediatamente deu um forte chute em Mirela. "Assassina!"Ela segurou a cabeça de Mirela e a empurrou repetidas vezes contra a lápide. Logo, sangue começou a escorrer da testa de Mirela.Felipe assistiu a tudo com frieza.Carolina gritou: "Minha irmã estava grávida, duas vidas se foram. Você deveria arder no inferno, ser despedaçada... Ah! Você ousou me morder!"Mirela mordeu com força, sem largar, enquanto Carolina gritava desesperada: "Louca! Diretor Borges, Diretor Borges, me ajude!"Os pedidos de socorro de Carolina trouxeram à memória de Felipe a imagem de Estela; naquela noite em que Mirela a matou, certamente ela também gritara assim.Felipe então agarrou o queixo de Carolina com uma das mãos, enquanto com a outra puxou seus cabelos violentamente para trás.Mirela, com a boca e o rosto cobertos de sangue, perguntou: "Até Carolina merece sua compaixão?""Ela é irmã de Estela.""Eu sou sua esposa legítima!""E o que isso significa para mim?" Felipe limpou o sangue das mãos com elegância e jogou o lenço no rosto dela, cada palavra carregada de desprezo: "Mirela, você é ainda mais cruel do que imaginei!"Ela fechou os olhos, deixando as lágrimas escorrerem livremente. "Na verdade... Felipe, você amou a pessoa errada. Aquela criança que te tirou do incêndio fui eu, não Estela."Ele soltou um riso frio: "Acha mesmo que vou acreditar nisso?"Mirela continuou, ignorando-o: "Eu te carreguei para fora e te deixei à beira do lago, fui buscar ajuda. Mas quando voltei, você já tinha sumido. Só depois soube que Estela passou por ali e te levou de volta para a Família Zanetti.""Estela está morta. Agora você quer até roubar o mérito dela?""Só queria contar a verdade, não quero mais guardar isso." Mirela respondeu. "Felipe, por que não me mata de uma vez?"Esse tipo de tortura era pior do que a morte.Ela já não tinha mais nada, só um coração despedaçado pelo amor por ele, impossível de curar."Vou te torturar pouco a pouco," Felipe prendeu as algemas em seus pulsos, "quero que prove de todas as dores possíveis neste mundo."Mirela olhou nos olhos dele. Lembrava-se ainda do incêndio, quando ele, com a voz rouca mas terna, dissera: "Você me salvou. Vou me casar com você."Depois, ela doou seu próprio sangue para salvá-lo novamente. Casou-se com ele.Duas vezes lhe salvara a vida, mas este era o fim que recebia."Se houver uma próxima vida, Felipe..." Mirela se agarrou à última réstia de consciência, "espero nunca mais te encontrar..."Sua visão escureceu, e ela desmaiou completamente.…………Residência do Grupo Borges.Felipe entrou na sala de estar e logo avistou, num canto, uma pequena figura encolhida de medo.Ajustou a gravata, o olhar frio: "Venha aqui."Ricardo, abraçando um brinquedo velho, caminhou lentamente até ele e lhe entregou um desenho.No desenho, uma família de três pessoas de mãos dadas. Embaixo, estava escrito: "Mamãe ama papai."Felipe sentiu apenas ironia. Rasgou o papel ao meio: "A partir de hoje, você não tem mais mãe."Os olhos límpidos de Ricardo se arregalaram, cheios de pânico e terror.O autismo o impedia de falar muito, mas sob os cuidados atentos de Mirela, ele vinha melhorando. Agora, as palavras de Felipe destruíam todo o progresso."Como posso ter um filho inútil como você?" Felipe cruzou as pernas, "Ou será que você é filho de algum outro homem que Mirela encontrou por aí?"Ele semicerrava os olhos, uma centelha de raiva passando por eles.Ricardo deu dois passos para trás. Tinha apenas quatro anos; seu mundo inteiro era a mãe. O pai era severo, não o amava.Com um baque, Ricardo caiu de joelhos.Desde o diagnóstico de autismo, nunca mais pronunciara uma palavra. Naquele momento, porém, disse três: "Quero mamãe."

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